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1º Semestre:

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Teoria da Literatura 1
Linguítica 1
Psicologia da Educação 1
Prática 1
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Inglês Instrumental 1
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CADERNO ALECTO SOBRE UTILIDADES

Teoria da Literatura - Aula 8
Written by Alecto Abnara @ quarta-feira, setembro 22, 2010
Gêneros Literários

CUNHA, Helena Parente. Os gêneros literários. In: PORTELLA, Eduardo. Teoria Literária. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1979, p.93-130.

OBS: Todo texto literário tem como principal função de linguagem a função poética.

Evolução dos Gêneros Literários:
Grécia - Platão e Aristóteles
  • Epopéia (origem da narrativa - romance, conto, novela crônica) - definido por Aristóteles como o "gênero mais perfeito", escrita em versos (longos sem musicalidade);
  • Tragédia (é um tipo de drama) - o segundo mais perfeito, escrita em versos (versos menores e mais musicais);
  • Versos ditirâmbiscos - versos cantados para o deus Dionísio (origem de toda a música cantada em sociedade) versos curtos, ritimados, musicalizados.

OBS: Aristóteles também escreveu sobre a lírica, mas estes escritos se perderam. Reza a lenda que haveria também uma parte sobre o riso que a Igreja conscientemente "deu um fim", visto que trataria-se de sátira, o que seria pouco conveniente para a mesma.

Roma - Horácio
  • Lírica (poesia)
  • Sátira (piadas de política, etc.

Idade Média
  • Cantigas (trovadorismo, cantiga de amor, etc) - descobrimento do sentimento, exaltação, exarcebação do amor. Antes não havia uma percepção do amor como algo acima de tudo (não havia a questão do indivíduo - eu só era alguém a medida que ocupava um cargo, etc. O sentimento do indíviduo não havia - tanto que na Grécia antiga o homem sentia o que os deuses queriam - era cupido que escolhia os casais);
  • Canções de gesta (uma evolução da epopéia) - histórias medievais de reis e suas aventuras (louvações a feitos heróicos).

Renascimento

  • Romance (ao invés de contar a história de grandes heróis e civilizações, conta a história de um herói, uma pessoa);

OBS: Renascimento é a volta de ideais antigos (gregos).

Os renascentistas (neo-classicos) estão copiando o mesmo modelo grego (epopéia, tragédia - número x de versos, rimas abababcc, etc. Aí, vieram os romantistas dizendo que o verdadeiro renascimento não era copiar os gregos, e sim, basear-se, e fazer algo novo. Porque...

Romantismo
  • gênio criador;
  • literartura é criação;
  • hibridismo de gêneros (evolução de gêrenos, na medida que eles evoluem podem coesistir, não há apenas um correto, e aceita-se a "mistura" de gêrenos).
O autor é um criador, logo, ele não deve seguir fórmulas para escrever.

Três grandes gêneros
  • Lírica: soneto, ode, balada, vilancete, rondó, rondel, etc. (Expressão de sentimentos -eu-lírico);
  • Épica: epopéia, romance, conto, novela. (Aquilo que narra uma história, um acontecimento, um fato);
  • Drama: tragédia (justiça no final), comédia, tragicomédia, farsa.

Gênero Lírico

Características:
  • Efetividade/emotividade;
  • FUSÃO sujeito + objeto;
  • Recordação - trazer para junto do coração;
  • Jakobson: função emotiva (focada no remetente).
Fenômenos estilisticos
  • Musicalidade (p98) - justamente por isso o gênero chama-se lírica, que era ouvido ao som de lira;
  • Repetição (p100) - volta a idéia, não é fluido, versus (volta para trás);
  • Desvio da norma gramatical (antinorma) (p101) - é possível inverter a ordem dos elementos;
  • Antidiscursividade (simbolismo) (p103) - frases não completas, ex: uma frase com apenas uma palavra, e esta palavra sendo verso;
Amor
Sofrimento
Suicídio
  • Alogicidade (paradoxo/oposto) (p104) - dar lógica ao que não tem;
Amor é fogo
que arde sem se ver.
É ferida que dói
e não se sente.
É um contentamento
descontente.
  • Construção paratática (orações coordenadas) (p105) - Auxência de conjuções, ampliando as possibilidades de interpretação - torna a idéia mais aberta.
O amor é fogo.
Arde sem se ver.
Gênero Épico


Características:
  • Dsitanciamento entre o sujeito (narrador) e o objeto (mundo narrado) - o narrador não é personagem;
  • Narrador em posição de confronto;
  • Apresentação - o narrador vai contar uma história de uma pessoa, um herói ou de um povo;
  • Jakobson: função referencial (foco no contexto).
Fenômenos estilísticos:
  • Passado (p108) - foco em algo que já aconteceu;
  • Forma exterior (discursividade) (pg108) - estabelecer uma ligação lógica entre os fatos;
  • Grandiloquência (p109) - aumentar a história, os feitos heróicos, exagerar;
  • Narrativa e ação (p110) - narrar aquilo que é fato e aconteceu, não as interpretações de alguém, o narrador não divaga sobre os fatos, apenas os apresenta;
  • Inalterabilidade do ânimo do narrador (p110) - nunca apresenta uma posição de conflito com os personagens e ação, ele não julga, sempre enaltece. Não tem altos e baixos, nunca vai questionar, julgar;
  • Desenrolar progressivo (p113);
  • Autonomia das partes (p114) - histórias tem vários focos, mas estão relacionadas para levar ao desfecho.
Gênero Dramático

Características:
  • Teatro - textos escritos para serem ensenados;
  • Economia de meios, restrição de tempo e espaço - é ensenado, então tem que ser em um cenário, tem que ser rápido e simples;
  • Tensão que conduz ao desfecho - conflito;
  • Ação (personagens) - o foco é na ação, os personagens não são apresentados por um narrador, a ação que conduz; O teatro representa a ação, o romance e a epopéia narram a ação.
  • Jakobson: função conativa (foco no destinatário)

Fenômenos estilísticos - semana que vem!

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OBS: DRAMA
  • Teatro (espetáculo)
  • Gênero Literário (composto de falas de personagens, sem narrador)
  • Drama (tragédia + comédia) - uma história trágica, a comédia trata não de fazer rir, mas de denunciar vícios que as pessoas têm. Surgiu na época do romantismo. (Dentro do drama há também o melodrama (presença de romance)

Padre Anchieta (primeiro dramatólogo do Brasil) - Era português, suas peças eram ensenadas por índios, em português e latim e representadas para brancos (como diabos ele fez os índios falarem português e latim e ensenarem isso, só Deus sabe).

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